<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Eugénia Mateus]]></title><description><![CDATA[Especialista em transformação cultural e parentalidade nas organizações. O meu trabalho centra-se em apoiar empresas e indivíduos através de formações, workshops, coaching e projetos de melhoria, visando implementar medidas e promover a comunicação.]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!xZpZ!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb29d1bea-67d5-4454-ac07-7428618bc45b_500x500.png</url><title>Eugénia Mateus</title><link>https://eugeniamateus.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 00:44:22 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://eugeniamateus.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Eugénia Mateus]]></copyright><language><![CDATA[pt]]></language><webMaster><![CDATA[eugeniamateus@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[eugeniamateus@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Eugénia Mateus]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Eugénia Mateus]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[eugeniamateus@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[eugeniamateus@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Eugénia Mateus]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Para todas as mães que não têm as mesmas 24 horas]]></title><description><![CDATA[A carga mental que continua presente mesmo nas celebra&#231;&#245;es]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/para-todas-as-maes-e-as-mesmas-24</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/para-todas-as-maes-e-as-mesmas-24</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 03 May 2026 07:15:57 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/1741d546-7559-40a4-9058-aeb6d58f9687_736x736.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>No fim de semana passado, no evento M&#195;E SUMMIT, numa das din&#226;micas que conduzi, a quest&#227;o mais recorrente entre as m&#227;es foi a <strong>sensa&#231;&#227;o de falta de tempo</strong> e a <strong>carga mental</strong>.</p><h4 style="text-align: center;">Para assinalar o Dia da M&#227;e, vamos falar sobre o que mais as m&#227;es sentem?</h4><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/para-todas-as-maes-e-as-mesmas-24?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/para-todas-as-maes-e-as-mesmas-24?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>H&#225; muitas &#8220;receitas&#8221; para aliviar a carga mental e recuperar tempo. H&#225; at&#233; aquela frase c&#233;lebre: <strong>&#8220;todas temos as mesmas 24 horas&#8221;</strong>, como quem diz que, se n&#227;o fazes &#233; porque n&#227;o queres, n&#227;o &#233; por falta de tempo.</p><p>Nestes dias de celebra&#231;&#227;o, essas propostas n&#227;o faltam&#8230; seja para vender um produto ou servi&#231;o, seja para fazer com que a m&#227;e se esque&#231;a, por momentos, de que nem todas as 24 horas s&#227;o iguais para todas.</p><p>Provavelmente j&#225; ouviram muitas t&#233;cnicas e conselhos que supostamente nos ajudam a aliviar a carga mental, sobretudo a n&#243;s, mulheres e m&#227;es, por exemplo:</p><ul><li><p>descansar</p></li><li><p>desligar das redes sociais</p></li><li><p>fazer exerc&#237;cio f&#237;sico</p></li><li><p>comer bem</p></li><li><p>dormir melhor</p></li><li><p>fazer algo diferente, sair da rotina &#8212; um fim de semana a dois ou com amigas</p></li><li><p>autocuidado</p></li><li><p>pedir ajuda&#8230; e&#8230;poderia continuar.</p></li></ul><p>N&#227;o digo que isto n&#227;o ajude&#8230; ajuda, mas n&#227;o resolve.</p><p>A carga mental &#233; mais complexa do que gest&#227;o de tarefas ou um simples descanso.</p><p>Falo por mim, na minha imagina&#231;&#227;o, para aliviar a minha carga mental e exaust&#227;o, talvez tivesse de passar dois meses em Bali, interromper o trabalho, ou trabalhar apenas naquilo de que gosto, sem preocupa&#231;&#245;es financeiras ou responsabilidades sociais. Porque &#233; a escola, s&#227;o as f&#233;rias dos mi&#250;dos, s&#227;o os hor&#225;rios, &#233; comer &#8220;bem&#8221; para n&#227;o engordar, &#233; ter de fazer exerc&#237;cio porque faz bem, &#233; ter a casa arrumada, vestir roupa passada e n&#227;o repetir outfits, ser simp&#225;tica com toda a gente, estar sempre bem disposta, cumprir todas as tarefas&#8230; isto deixa-me exausta.</p><p>Neste imagin&#225;rio, Bali era o s&#237;tio onde era magra, andava de biqu&#237;ni e roupa leve, dan&#231;ava na praia ao p&#244;r do sol, vivia numa autocaravana, experimentava comidas diferentes, sem responsabilidades sociais e com oito horas de diferen&#231;a para Portugal. Mas uma vez disseram-me: podes &#8220;fugir&#8221; para Bali, mas a tua cabe&#231;a, os teus pensamentos, os teus gatilhos e cren&#231;as v&#227;o contigo. Talvez se eu quisesse dan&#231;ar ao p&#244;r do sol, inevitavelmente pensaria no que os outros diriam, se era certo, se era adequado, ou se j&#225; n&#227;o deveria estar a dar o jantar ao meu filho&#8230;</p><p>Vamos falar a s&#233;rio? Vamos &#224; causa das coisas?</p><p>Pela minha experi&#234;ncia e pela de muitas mulheres e m&#227;es pr&#243;ximas, &#233; a press&#227;o social que mais nos afeta. &#201; isso que alimenta a sensa&#231;&#227;o de que corremos contra o tempo e mesmo assim n&#227;o somos suficientemente produtivas.</p><p><code>segundo o chat GPT: carga mental &#233; o esfor&#231;o cognitivo e emocional necess&#225;rio para gerir tarefas, responsabilidades e informa&#231;&#245;es &#8212; especialmente as que exigem planeamento, organiza&#231;&#227;o e tomada de decis&#245;es cont&#237;nuas. engloba tanto o trabalho mental expl&#237;cito (racioc&#237;nio, mem&#243;ria de trabalho, aten&#231;&#227;o) quanto o esfor&#231;o impl&#237;cito de monitorizar, priorizar e lembrar coisas no dia a dia.</code></p><p>Fechem os olhos e imaginem esta defini&#231;&#227;o aplicada a um pai. Inconscientemente imaginamos um grande profissional, talvez um gestor de projetos e de uma equipa numa grande organiza&#231;&#227;o.</p><p>Agora associem a uma m&#227;e&#8230;.  pensamos menos na profiss&#227;o dela e muito mais em tudo o que ela faz fora do trabalho, horas de trabalho n&#227;o remunerado.</p><p>Se isto n&#227;o &#233; press&#227;o social, o que ser&#225;?</p><p>N&#227;o podemos mudar o mundo de um dia para o outro, mas podemos come&#231;ar a quebrar barreiras.</p><p>Feliz dia da m&#227;e a todas as m&#227;es.</p><p><strong>A maternidade n&#227;o nos tira oportunidades, d&#225;&#8209;nos o mundo inteiro.</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Perguntam-me tamb&#233;m o que vendo, que produtos posso oferecer, qual &#233; o meu p&#250;blico-alvo ou se j&#225; defini a minha &#8220;persona&#8221;.</p><p>Depois vamos &#224;s redes sociais e parece que toda a gente fala das mesmas coisas e da mesma forma (incluindo eu).</p><p>Falamos de como n&#243;s, mulheres, e sobretudo mulheres que s&#227;o m&#227;es, porque esse &#233; o meu foco, temos de equilibrar todos os pratos: cuidar dos filhos, trabalhar, praticar o auto cuidado, estar bonitas, ser boas profissionais, ter a casa sempre arrumada&#8230;</p><p>Sabemos que tudo isto tem um contexto hist&#243;rico e social impl&#237;cito. Sabemos que a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho existe. Sabemos que n&#227;o partimos do mesmo ponto de partida.</p><p><strong>Mas o que &#233; que vamos fazer com isso?<br>Quais s&#227;o as solu&#231;&#245;es?</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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O seu objetivo &#233; construir uma cabana sozinha, sem energia nem &#225;gua canalizada, e morrer nela.</p><blockquote><p>Ela num v&#237;deo diz:</p><p><em>&#8220;Eu sou uma crian&#231;a grande. O mundo dos adultos aborrece-me soberanamente.</em></p><p><em>Nunca escutes o que os outros v&#227;o dizer, escuta o teu cora&#231;&#227;o.</em></p><p><em>A liberdade n&#227;o &#233; um estado externo, &#233; um estado de consci&#234;ncia.</em></p><p><em>Os maiores erros que cometeu foi com a filha, mas que com ela aprendeu a amar.</em></p><p><em>Como &#233; poss&#237;vel que hoje em dia todos gostem de mim, quando h&#225; muitos anos, quando eu era jovem, todos gozavam comigo e se riam de mim.</em></p><p><em>Somos a consequ&#234;ncia do que temos vivido&#8230;&#8221;</em></p></blockquote><p>As cabanas que constr&#243;i representam o seu caminho de coragem e supera&#231;&#227;o. Para Yaya n&#227;o h&#225; limites: em cada cabana aperfei&#231;oa a sua t&#233;cnica com um objetivo claro, construir a definitiva, o seu ref&#250;gio sagrado, onde quer passar os &#250;ltimos anos da sua vida.</p><p>Para mim, ela &#233; um exemplo de uma mulher e m&#227;e que, no tempo em que foi m&#227;e, j&#225; estava muito &#224; frente do seu tempo. N&#227;o se enquadrava totalmente na sociedade e, de certa forma, enfrentou-a. Hoje &#233;, pelo menos para mim, um exemplo de for&#231;a, resili&#234;ncia, leveza e liberdade.</p><p>O que quero dizer com isto, n&#227;o &#233; que todas tenhamos agora de ir para o meio da natureza construir cabanas.</p><p>O que quero dizer &#233; que j&#225; sabemos que somos constantemente influenciadas por uma sociedade de consumo e por &#8220;modas&#8221;. Muitas vezes deixamos de pensar por n&#243;s pr&#243;prias por vergonha ou medo.</p><p>E podes estar a ler isto e a pensar: &#8220;Ah, eu n&#227;o. Eu fa&#231;o o que quero.&#8221;</p><p>Mas ser&#225; mesmo assim?</p><p>Muitas vezes n&#227;o temos os nossos objetivos claros e, por isso, tamb&#233;m n&#227;o lutamos verdadeiramente por eles. Vamos simplesmente na corrente: hoje fala-se de auto cuidado, amanh&#227; das redes sociais, depois do feminino&#8230; etc, etc, etc.</p><p>No meio de tudo isto, a pergunta que me fica &#233;:</p><div class="pullquote"><p>O que estamos realmente a fazer por n&#243;s, pelos nossos filhos e pela nossa &#8220;bolha&#8221;, aquele espa&#231;o mais pr&#243;ximo onde podemos come&#231;ar a influenciar? estamos mesmo a lutar pelo nosso objetivo?</p></div><p>Esta pergunta &#233; para mim.<br>Mas, se quiserem aproveit&#225;-la para voc&#234;s tamb&#233;m.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/a-mulher-que-constroi-cabanas-na?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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N&#227;o &#233; por acaso que o m&#234;s, tem no seu calend&#225;rio classificado, &#8220;um dos dias mais tristes do ano&#8221;.</p><p>Janeiro sempre foi um m&#234;s especial, porque foi o m&#234;s em que me tornei m&#227;e, mas, este ano trouxe provas duras.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/10-anos-de-janeiro?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/10-anos-de-janeiro?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Para al&#233;m dos contratempos materiais, objetos avariados, entorses e tempestades, as maiores li&#231;&#245;es vieram de forma direta, trazidas por quem nasceu h&#225; 10 anos em janeiro:</p><p><strong>Coragem:</strong> para expressar a sua vontade, mesmo que isso signifique n&#227;o corresponder &#224;s expectativas. Poucas vezes consegui fazer o mesmo.</p><p><strong>Determina&#231;&#227;o:</strong> para defender a sua posi&#231;&#227;o sem ceder s&#243; para agradar. Dizer &#8220;n&#227;o&#8221; &#233; algo que me custa; muitas vezes digo &#8220;sim&#8221; contra a minha vontade para evitar conflitos.</p><p><strong>Seguran&#231;a:</strong> ele sabe quem lhe d&#225; seguran&#231;a, o que lhe confere grande confian&#231;a. Muitas vezes a ansiedade apodera-se de mim porque n&#227;o tenho essa capacidade de autoconfian&#231;a.</p><p>J&#225; &#233; fevereiro. As quest&#245;es por resolver continuam aqui, objetos avariados ainda n&#227;o foram reparados e as tempestades, aparentemente, n&#227;o acabaram.</p><p>Mesmo assim, lembrar-me destas aprendizagens no in&#237;cio de fevereiro ajuda-me a come&#231;ar o ano com mais leveza. Afinal, ainda tenho 11 meses pela frente.</p><div><hr></div><p>Com leveza</p><p>Eugenia Mateus</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. 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Muitas procuram mudar de emprego para abrir um neg&#243;cio com a esperan&#231;a de ter mais tempo para os filhos, para gerir a casa e para o auto cuidado. A minha vis&#227;o &#233; diferente &#8212; j&#225; o disse antes: empreender costuma significar trabalhar mais, dedicar-se mais, estudar mais e investir dinheiro, algo que muitas pessoas n&#227;o t&#234;m dispon&#237;vel. Mas esse n&#227;o &#233; o tema principal hoje.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Esta semana assisti ao lan&#231;amento de um curso que ajuda quem quer come&#231;ar um neg&#243;cio, e ouvi uma ideia j&#225; conhecida: <strong>o teu emprego &#233; o teu bote salva-vidas</strong>.</p><p>Ou seja, quem tem um emprego e sonha empreender n&#227;o deve abandon&#225;-lo at&#233; que o novo projeto consiga sustentar-se. Para mim isto tamb&#233;m faz todo o sentido. A pessoa acrescentava que o emprego atual funciona como investidor inicial, porque o sal&#225;rio nos d&#225;:</p><p>- Seguran&#231;a e capital &#8212; <code>mas e se esse sal&#225;rio for todo necess&#225;rio para as despesas do dia a dia?</code></p><p>- Paz mental e liberdade para errar &#8212; e<code> se n&#227;o houver essa paz? E se o trabalho drena todas as nossas for&#231;as?</code></p><p>Muitas colaboradoras &#8212; especialmente m&#227;es &#8212; est&#227;o em empresas de que gostam, mas n&#227;o t&#234;m liberdade para comunicar expectativas de progress&#227;o na carreira, experimentar outras fun&#231;&#245;es, negociar hor&#225;rios ou pedir apoio. Noutros casos, o ambiente &#233; hostil, competitivo e discriminat&#243;rio, levando muitas m&#227;es a sair e a optar pelo empreendedorismo.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/cultura-de-trabalho-e-empreendedorismo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/cultura-de-trabalho-e-empreendedorismo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p><strong>E se n&#227;o tivesse de ser assim? E se as empresas abrissem espa&#231;o para comunicar expectativas, objetivos e ambi&#231;&#245;es com empatia?</strong></p><p>A Bren&#233; Brown conta uma hist&#243;ria sobre o seu casamento, em que ambos tentavam sempre dar &#8220;100%&#8221;: estar sempre dispon&#237;veis, perfeitos e a resolver tudo &#8212; o que os deixou exaustos e ressentidos. Decidiram ent&#227;o ser honestos sobre o que podiam dar em cada dia &#8212; por exemplo, um chegava a casa e dizia &#8220;hoje s&#243; consigo dar 20%&#8221; &#8212; e o outro aceitava e ajudava sem exigir perfei&#231;&#227;o.</p><p>E se essa regra de honestidade e partilha de responsabilidades existisse tamb&#233;m nas empresas? &#192;s vezes os colaboradores d&#227;o 80% e a empresa d&#225; 20%, noutras o contr&#225;rio, ou at&#233; ambas as partes d&#227;o 100%. O que sentimos muitas vezes &#233; que temos de dar sempre os 100%, porque se dermos menos somos vistos como medianos e pouco comprometidos.</p><p>J&#225; pensaste nisto? E se implementasses um programa de coaching dentro da tua empresa?</p><div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">"A fadiga que sentimos n&#227;o &#233; tanto do trabalho acumulado, mas de um quotidiano feito de rotina e de vazio. O que cansa mais n&#227;o &#233; trabalhar muito, &#233; viver pouco.
O que realmente cansa &#233; viver sem sonhos"
Mia Couto</pre></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Gestão do tempo e aceitação pessoal]]></title><description><![CDATA[Reflex&#245;es sobre normalidade, trabalho e vida pessoal]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/gestao-do-tempo-e-aceitacao-pessoal</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/gestao-do-tempo-e-aceitacao-pessoal</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 18 Jan 2026 08:15:22 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/1be5bce1-9992-430f-ba5a-6eea92e12851_514x332.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Estamos a iniciar um novo ano, repleto de planos, objetivos e expectativas, mesmo que muitas vezes o fa&#231;amos de forma inconsciente. Honestamente, o meu &#250;nico objetivo &#233; organizar-me melhor, aproveitar o meu tempo de forma mais eficaz e lutar contra a ideia de que, se n&#227;o passar 8 horas &#224; frente do computador, n&#227;o estou a trabalhar.</p><p>Mas h&#225; tanta outra coisa que eu fa&#231;o que n&#227;o considero trabalho, aquele que n&#227;o &#233; remunerado, sabem qual &#233; certamente.</p><p>Mas voltando ao meu &#8220;objetivo&#8221;, &#233; desacelerar os meus pensamentos e a minha vida, olhar para o trabalho de uma forma mais leve e para isso, preciso ser mais organizada.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/gestao-do-tempo-e-aceitacao-pessoal?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/gestao-do-tempo-e-aceitacao-pessoal?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Pode parecer um discurso filos&#243;fico, mas o que realmente quero &#233; dedicar-me &#224; vida na sua normalidade. Aceitar esta normalidade, que, no meu caso, mudou com a mudan&#231;a de casa e de cidade, &#233; agora totalmente diferente. Aceitar o que &#233;, em vez de lutar pelo ideal.</p><p>Para isso, revisitei a minha mini aula sobre gest&#227;o do tempo no 2&#186; turno, para recordar pequenas coisas que deixei de fazer e que sinto falta. Nesta aula, partilhei cinco estrat&#233;gias pr&#225;ticas para conciliar o trabalho n&#227;o remunerado que temos quando chegamos a casa. S&#227;o estrat&#233;gias reais, que n&#227;o foram extra&#237;das do chat GPT ou de qualquer manual. De facto, funcionam comigo:</p><p>1&#170; estrat&#233;gia - acordar mais cedo</p><p>2&#170; estrat&#233;gia - libertar a nossa carga mental</p><p>3&#170; estrat&#233;gia - preparar ementas e refei&#231;&#245;es</p><p>4&#170; estrat&#233;gia - concentrarmo-nos numa tarefa de cada vez</p><p>5&#170; estrat&#233;gia - desconectar</p><p>Sinto falta da boa implica&#231;&#227;o que estas estrat&#233;gias t&#234;m no meu dia-a-dia. No entanto, n&#227;o adianta saber todas estas estrat&#233;gias, implement&#225;-las duas ou tr&#234;s vezes e n&#227;o perceber que a sociedade muitas vezes espera que sejamos n&#243;s, mulheres, a fazer a maior parte das coisas. Muitas vezes, incutem-nos a ideia de que s&#243; n&#243;s sabemos fazer as tarefas corretamente, porque somos multitasking e este &#233; o nosso papel.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>&#201; importante compreendermos a origem desta press&#227;o que sentimos, na maior parte das vezes de forma inconsciente. Este discurso encontra-se presente at&#233; em brincadeiras e piadas nos locais de trabalho.</p><blockquote><p>Isso fez-me refletir sobre o que realmente importa para mim agora, o que se encaixa na minha vida neste momento:</p><p>- Levantar-me cedo, fazer caf&#233; e observar a noite no pinhal a transformar-se em dia.</p><p>- As viagens para a escola e as m&#250;sicas que gosto de ouvir no r&#225;dio, que o meu filho se diverte a gozar.</p><p>- O som do mar que ou&#231;o em casa.</p><p>- Tomar banho antes de dormir.</p><p>- Ir &#224; lavandaria para secar a roupa.</p><p>- O meu gato a pedir constantemente para sair.</p><p>- Jantar na mesa da minha tiny house.</p><p>- Lavar a lou&#231;a &#224; m&#227;o.</p><p>- O nosso calend&#225;rio mensal.</p></blockquote><p>Quis partilhar contigo este desejo que tenho para 2026. Subtrair o desnecess&#225;rio. Criar a minha estabilidade e tranquilidade, ansiar o previs&#237;vel e aceitar o imprevis&#237;vel.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p>Se quiseres assistir a esta aula, est&#225; dispon&#237;vel na plataforma hotmart com um pequeno investimento de 8&#8364; (clica no link)</p><p><a href="https://go.hotmart.com/T100750901X">Concilia&#231;&#227;o entre a maternidade e o trabalho - gest&#227;o do tempo no 2&#186; turno</a></p><div class="native-video-embed" data-component-name="VideoPlaceholder" data-attrs="{&quot;mediaUploadId&quot;:&quot;fbac2e58-4984-49ae-9f8e-2a3b5b113ef4&quot;,&quot;duration&quot;:null}"></div><h1></h1>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Sorte ou azar?]]></title><description><![CDATA[Ver o lado bom do lado mau ser&#225; natural?]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/sorte-ou-azar</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/sorte-ou-azar</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 11 Jan 2026 08:15:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/fac9bc60-572a-408e-9d01-86b46a65a357_435x332.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Estamos na primeira semana do ano, a semana mais importante do meu ano desde 2016, a semana em que o Sebasti&#227;o nasceu. Enquanto procurava, aqui onde moro agora, locais que encham bal&#245;es de h&#233;lio (uma tradi&#231;&#227;o de anivers&#225;rio), bati com o carro ao estacionar. Vinha mentalmente a &#8220;rogar&#8221; pragas &#224; vida, porqu&#234; &#233; t&#227;o dif&#237;cil encontrar, aqui, lojas de bal&#245;es e artigos de festa.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Dois dias passaram cai e torci o p&#233;. Uma dor lacerante durante 5 minutos impediu-me de ir &#8220;refilar&#8221; com quem deixa restos de comida para os &#8220;animais selvagens&#8221; no mato em frente &#224; minha casa.</p><p>Para fechar a semana com chave de ouro, acendem-se as luzes do &#243;leo e do motor do carro, queixou de andar... (desta vez n&#227;o estava a praguejar contra nada nem ningu&#233;m). Cenas de turbos e motores&#8230; Podem imaginar o rombo que se far&#225; na carteira.</p><p>Nota: esqueci-me de mencionar que a m&#225;quina de lavar roupa tamb&#233;m se despediu da sua presta&#231;&#227;o dos seus servi&#231;os.</p><p>S&#227;o coincid&#234;ncias, eu sei; coisas que acontecem a tanta gente. Mas o discurso &#233; sempre: &#8220;v&#234; pelo lado positivo, ningu&#233;m se magoou&#8230;&#8221; &#201; um facto, mas hoje tive de chorar e viver o meu momento de Calimero: &#8220;porqu&#234; eu, porqu&#234; a mim?????&#8221;</p><p>&#201; dif&#237;cil encontrar um equil&#237;brio entre a negatividade que nos leva ao fundo e que nos deixa com raiva, e aquela positividade, por vezes t&#243;xica, de que nada acontece por acaso e que ainda vamos rir disto (n&#227;o sei se me irei rir do que terei de desembolsar pelo carro, mas tudo bem).</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/sorte-ou-azar?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/sorte-ou-azar?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Cabe-nos a n&#243;s gerir este equil&#237;brio e, de alguma forma, tentar que aquele sentimento de desmerecimento n&#227;o se apodere de n&#243;s.</p><p>Porque, apesar de tudo, escrevo-vos esta newsletter com o meu gato a dormir na janela, com uma vista magn&#237;fica para os meus pinheiros, e com um filho maravilhoso que acabou de fazer 10 anos.</p><p>Esta semana foi estranha, de fins de festa e de tentar entrar nas rotinas e de planear o que vem a seguir, o que posso fazer e como o posso fazer.</p><p>Foi uma semana desafiante, em que tive que &#8220;sacar&#8221; da capacidade de desenrasque e da criatividade para arranjar solu&#231;&#245;es para que as coisas que tenham que acontecer aconte&#231;am&#8230; compet&#234;ncias que n&#243;s mulheres temos e muitas vezes nem sabemos.</p><p>E ent&#227;o, quando esta log&#237;stica inclui filhos, as solu&#231;&#245;es e os planos surgem como se fossem pipocas - tema que irei abordar na pr&#243;xima newsletter.</p><p>Vamos l&#225; continuar a escrever as p&#225;ginas deste ano, sempre a pensar que este equil&#237;brio entre o positivo e o negativo &#233; um grande caminho interno, n&#227;o &#233; natural para ningu&#233;m&#8230;</p><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[342 vs 129]]></title><description><![CDATA[Os n&#250;meros da liberdade]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/342-vs-129</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/342-vs-129</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 04 Jan 2026 08:15:22 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/d6407faa-4d02-407a-9fe6-e5b6f626f305_621x428.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes disse a mim mesma que 2025 foi um ano menos bom, o ano em que &#8220;desisti&#8221; do meu projeto por estar cansada de n&#227;o obter resultados. Escrevi sobre isso aqui e tamb&#233;m no meu Instagram. No entanto, percebo agora que as palavras &#8220;mau&#8221; e &#8220;desistir&#8221; n&#227;o fazem justi&#231;a a 2025.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Cara&#231;as&#8230;vendi uma casa, a minha casa, e sa&#237; da cidade onde tinha a minha resid&#234;ncia fiscal h&#225; 18 anos (sem contar os anos da universidade), onde o meu filho nasceu, cresceu e frequenta a escola, onde tinha toda a minha rotina e log&#237;stica organizadas. Mudei-me para uma cidade diferente (n&#227;o totalmente desconhecida, pois passei muitos ver&#245;es aqui durante a adolesc&#234;ncia) para uma tiny house onde a vista da frente &#233; um pinhal, onde acordo com os galos e, ocasionalmente, com os c&#227;es durante a noite e onde ou&#231;o passarinhos. Tenho tamb&#233;m um terreno arenoso que mant&#233;m a casa constantemente cheia de areia.</p><p>Esta mudan&#231;a, apesar de volunt&#225;ria, trouxe no in&#237;cio uma mistura intensa de sentimentos. O que prevaleceu durante alguns meses foi a saudade do que deixei para tr&#225;s, a solid&#227;o, a preocupa&#231;&#227;o com o Sebasti&#227;o e, muitas vezes, os olhares ou opini&#245;es das pessoas sobre a nossa escolha de casa. Esta escolha, embora provis&#243;ria, &#233; a nossa casa e fez-me questionar muitas vezes a minha sanidade.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/342-vs-129?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/342-vs-129?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>No meio de tudo isto, tive de deixar muitas coisas f&#237;sicas e emocionais para tr&#225;s, e n&#227;o estava preparada para lidar com mais uma frustra&#231;&#227;o vinda deste novo trabalho e projeto no qual acredito tanto. Confesso que fiquei triste e muito revoltada, com raiva mesmo, por n&#227;o ter dado certo e por n&#227;o ter conseguido alcan&#231;ar as pessoas.</p><p>S&#243; agora, neste fim de ano, talvez s&#243; mesmo no final de novembro, concluo que a minha &#8220;raiva&#8221; ou a sensa&#231;&#227;o constante de estar aborrecida com a vida estava (ainda existe, mas agora mais controlada) na minha bagagem emocional, essa mochila que se vai enchendo com o passar dos anos.</p><p>No entanto, neste &#250;ltimo m&#234;s ou m&#234;s e meio, senti uma sensa&#231;&#227;o enorme de liberdade. Tive a coragem de viver numa tiny house, quase no meio de um pinhal, numa vila onde quase nada acontece. Essa escolha, que pode parecer fora do comum para a maioria das pessoas, tem tudo a ver comigo, e poucas lpessoas que por aqui passam dizem: &#8220;Isto &#233; mesmo a tua cara&#8221;. E &#233;!</p><p>2025 deu-me liberdade de escolha. Cometi alguns erros, dos quais consegui rapidamente voltar ao caminho certo. Al&#233;m disso, deu-me espa&#231;o para olhar para o meu trabalho e perceber que preciso de abord&#225;-lo de forma diferente, sem raiva, sem compara&#231;&#245;es e sem expectativas demasiado altas, mas com leveza e com muito amor.</p><p>2026, aqui vou eu para mais um ano. As newsletters seguir&#227;o o planeamento habitual, sendo &#224;s vezes mais &#8220;t&#233;cnicas&#8221; e outras mais pessoais, mas sempre com honestidade.</p><p>(Se quiserem apoiar simbolicamente este trabalho, est&#227;o &#224; vontade para faz&#234;-lo :))</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Vemo-nos ao domingo!</p><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Pôr a vida em ordem]]></title><description><![CDATA[Mesmo antes do final do ano]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/por-a-vida-em-ordem</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/por-a-vida-em-ordem</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 30 Nov 2025 08:15:36 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b1697d21-1434-4720-891a-b74a0c4b9c50_526x535.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Hoje (ou melhor, ontem) senti vontade de revisitar o meu ano de 2025 &#8212; em fotografias, no Instagram e aqui no Substack. Ser&#225; cedo para come&#231;ar? N&#227;o sei. H&#225; quem monte a &#225;rvore de Natal no in&#237;cio de novembro; porque n&#227;o iniciar a introspe&#231;&#227;o anual na v&#233;spera de dezembro? Em dezembro de 2024 decidi afastar-me durante um m&#234;s das redes sociais e da newsletter. O objetivo era simples: priorizar o meu bem-estar e a clareza mental.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Na &#250;ltima newsletter de 2024 falei sobre encerrar ciclos. &#8220;Supostamente&#8221;, segundo a numerologia, 2024 teria sido o meu ano 9 &#8212; o ano de fechar cap&#237;tulos. E 2025 seria o ano 1, o ano dos recome&#231;os e da defini&#231;&#227;o de objetivos. N&#227;o sei se acredito verdadeiramente nisso (continuo bastante c&#233;tica), mas a verdade &#233; que foi o ano em que mudei de casa e de cidade, em que me desapeguei de muita coisa &#8212; at&#233; da forma como o meu projeto estava a ser constru&#237;do (embora n&#227;o do tema). Muita coisa ficou para tr&#225;s. Ficou para tr&#225;s o cuidado comigo, com algumas rela&#231;&#245;es e, em v&#225;rios momentos, at&#233; a liga&#231;&#227;o com o meu filho.</p><p>Foi tamb&#233;m o ano em que, com orgulho, pus c&#225; fora uma ideia antiga: o gig da parentalidade. Ainda s&#243; tem tr&#234;s epis&#243;dios, mas existe &#8212; e isso j&#225; me enche de alegria.</p><div class="pullquote"><p>se n&#227;o conhecem, v&#227;o l&#225; ver e/ou ouvir, ou se conhecem podem voltar a ouvir :)</p><iframe class="spotify-wrap podcast" data-attrs="{&quot;image&quot;:&quot;https://i.scdn.co/image/ab6765630000ba8a098be8e06013ae3d94009481&quot;,&quot;title&quot;:&quot;gig da parentalidade&quot;,&quot;subtitle&quot;:&quot;Eug&#233;nia Mateus&quot;,&quot;description&quot;:&quot;Podcast&quot;,&quot;url&quot;:&quot;https://open.spotify.com/show/5PRoiv16A8lMm53bDDSYaL&quot;,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;noScroll&quot;:false}" src="https://open.spotify.com/embed/show/5PRoiv16A8lMm53bDDSYaL" frameborder="0" gesture="media" allowfullscreen="true" allow="encrypted-media" data-component-name="Spotify2ToDOM"></iframe><p><a href="http://ttps://youtube.com/@eugeniamateus-h5t?si=OgJgJSsBad4Sqvgk">https://youtube.com/@eugeniamateus-h5t</a></p></div><p>Com tudo isto, hoje sinto uma enorme necessidade de, neste m&#234;s de dezembro, p&#244;r a vida em ordem. Organizar o calend&#225;rio para o pr&#243;ximo ano, planear datas, tirar tudo da cabe&#231;a e passar para o papel &#8212; para eu conseguir dormir sem acordar &#224;s 5h da manh&#227; a pensar em tudo o que falta fazer.</p><p>Este fim de ano n&#227;o quero parar. N&#227;o quero adiar nada para &#8220;depois do dia 1 de janeiro&#8221;. Preciso de movimento. De movimento do bom.</p><blockquote><p>Termino esta newsletter com uma frase que ouvi esta semana e que ficou comigo:<br>&#8220;Os nossos medos j&#225; os conhecemos e j&#225; lidamos com eles. Est&#225; na hora de experimentar as nossas coragens.&#8221;</p></blockquote><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/por-a-vida-em-ordem?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/por-a-vida-em-ordem?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/por-a-vida-em-ordem?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Entre o fado e a bicicleta]]></title><description><![CDATA[Porque a qualidade de vida n&#227;o depende apenas s&#243; do sol, da comida ou da simpatia]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/entre-o-fado-e-a-bicicleta</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/entre-o-fado-e-a-bicicleta</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 23 Nov 2025 08:15:38 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/a0924925-7cbd-4a63-ab96-f309ef61c2ef_3024x4032.heic" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A quest&#227;o cultural e social &#233; realmente complexa. Impressiona-me como &#233; poss&#237;vel existir tanta diferen&#231;a entre cidades e pa&#237;ses t&#227;o pr&#243;ximos de Portugal. N&#227;o &#233; preciso atravessar o mundo para sentir contrastes profundos; mesmo dentro da Uni&#227;o Europeia somos, de facto, diferentes.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>E quero deixar claro: n&#227;o digo que uns sejam melhores ou piores. Em alguns aspetos ser&#227;o, certamente, piores. Hoje trago a minha reflex&#227;o sobre um tipo espec&#237;fico de imigra&#231;&#227;o &#8212; aquela mais privilegiada &#8212; que, ainda assim, partilha o mesmo ponto comum de todas as outras: deixar um pa&#237;s e come&#231;ar do zero noutro.</p><p>E &#233; nesse contexto que muitas vezes ou&#231;o a frase: <em>&#8220;Ah! n&#227;o h&#225; nada como o nosso pa&#237;s&#8230; a comida, a simpatia das pessoas&#8230; s&#243; quem sai &#233; que d&#225; valor.&#8221;</em></p><p>Eu nunca sa&#237; &#233; verdade, mas eu acho que esta frase tem que ser dita, ou seja, &#233; mais uma daquelas quest&#245;es culturais que se imp&#245;e, que o nosso pa&#237;s &#233; sempre o melhor, e &#233; quase tabu apontar defeitos, mesmo quando estamos aqui a sofrer as consequ&#234;ncias dos ordenados baixos, das rendas altas, dos impostos rid&#237;culos, das casas frias, da sa&#250;de que come&#231;a a ficar prec&#225;ria&#8230; Um certo &#8220;fado&#8221;, quase inevit&#225;vel.</p><p>Ainda assim, o meu pa&#237;s &#233; este, e &#233; aquele que conhe&#231;o melhor. Mas tenho a sorte de visitar outras cidades europeias e, recentemente, estive em Amesterd&#227;o. Quando viajo, procuro observar a vida das pessoas: as rotinas, a forma como se deslocam, o que fazem no dia a dia e, agora, a rela&#231;&#227;o que t&#234;m com os filhos.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/entre-o-fado-e-a-bicicleta?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/entre-o-fado-e-a-bicicleta?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Num dos dias, visitamos o museu de ci&#234;ncia que estava repleto de crian&#231;as com os pais &#8212; na maioria, m&#227;es. E n&#227;o eram turistas. Ali&#225;s, o lugar onde mais encontrei turistas foi na Casa de Anne Frank. Achei curioso, mas depois percebi que, &#224; quarta-feira, muitas escolas n&#227;o abrem e que os pais t&#234;m flexibilidade para reorganizar hor&#225;rios e ficar com os filhos.</p><p>Durante a semana, v&#234;-se muita gente na rua a partir das 16h30, j&#225; com os filhos nas bicicletas &#8212; chova ou fa&#231;a sol, (quase n&#227;o h&#225; guarda-chuvas), talvez a regressar a casa ou muitos at&#233; a jantar j&#225;. H&#225; estantes de livros espalhadas pela cidade, sem cadeados ou supervis&#227;o: deixamos um livro que j&#225; n&#227;o queremos e levamos outro. O acesso &#224; cultura &#233; maior, os transportes funcionam bem, e n&#227;o h&#225; um caf&#233;, um restaurante que n&#227;o estejam cuidados e bonitos, com as portas fechadas por causa do frio, com esplanadas bem cuidadas e com empregados que t&#234;m sempre um sorriso.</p><p>O que quero dizer com isto n&#227;o &#233; uma cr&#237;tica a Portugal. Falo sobretudo de qualidade de vida. Podemos contra-argumentar: <em>&#8220;Sim, mas l&#225; anoitece cedo, &#233; frio, as pessoas s&#227;o mais fechadas.&#8221;</em> E &#233; verdade. Aqui temos sol e somos mais calorosos &#8212; <strong>mas n&#227;o temos tempo.</strong></p><p>Passamos o tempo no tr&#226;nsito, no trabalho (muitas vezes mal pago), a cuidar da casa, da roupa, a levar e buscar os mi&#250;dos &#224;s atividades depois das 18h. Os fins de semana enchem-se de almo&#231;os de fam&#237;lia que ocupam tardes inteiras e que, se fossem mais espa&#231;ados, talvez nos permitissem ter mais hist&#243;rias para contar. H&#225; ainda as atividades das crian&#231;as, a press&#227;o para organizar a semana porque &#233; quando temos tempo para o fazer. E muitos de n&#243;s estamos presos a trabalhos que nos adoecem, porque, se sendo licenciados decidimos trabalhar numa loja ou noutro emprego &#8220;menos qualificado&#8221; para termos mais paz, somos vistos como malucos por &#8220;n&#227;o aproveitarmos a sorte que temos&#8221;.</p><blockquote><p>O que me tem incomodado &#233; esta falta de tempo. Falta de oportunidades. Falta de uma vida mais calma.</p></blockquote><p>L&#225; em Amesterd&#227;o, em conversa com uma portuguesa que emigrou &#8212; porque j&#225; n&#227;o aguentou mais a press&#227;o do trabalho &#8212; e que deixou um trabalho qualificado c&#225; para fazer l&#225; v&#225;rios part-times, ela disse-me: <em>&#8220;Tenho saudades, claro, mas n&#227;o estou arrependida. Aqui sou mais feliz, mesmo com menos, porque tenho tempo.&#8221;</em></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div><hr></div><p>Com leveza e em busca de tempo,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Corrida e empreendedorismo…]]></title><description><![CDATA[Qualquer semelhan&#231;a &#233; pura coincid&#234;ncia]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/corrida-e-empreendedorismo</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/corrida-e-empreendedorismo</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 09 Nov 2025 08:15:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/44f6ecca-89c2-4dcc-b3ba-06d6a916ea62_358x456.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>N&#227;o sou uma corredora, nem pretendo ser. Comecei a correr em maio de 2023, inicialmente com corridas guiadas, alternando entre correr e caminhar. A primeira corrida, segundo o registo na minha app, foi em 1 de maio de 2023 &#8212; sem ningu&#233;m a guiar-me, s&#243; com a minha m&#250;sica.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Nesse ano decidi participar na corrida s&#227;o silvestre no porto, uma das experi&#234;ncias mais desafiadoras da minha vida. Durante esse per&#237;odo de treino comprometi-me a cada passo, enfrentando desafios mentais: muitas vezes, ouvia uma voz na cabe&#231;a a dizer <em>&#8220;para que &#233; que est&#225;s a fazer isto? n&#227;o tens necessidade nenhuma de estar aqui a esfor&#231;ar-te tanto. se desistires ningu&#233;m se vai importar&#8221;.</em></p><p>Mas n&#227;o desisti. A corrida tornou-se uma esp&#233;cie de cura, de liberta&#231;&#227;o, e muitas vezes, enquanto corria, chorava de tanta emo&#231;&#227;o, de orgulho por estar a conseguir aquilo.</p><p>Foi assim que terminei a corrida de S&#227;o Silvestre, a correr e a chorar, porque tinha conseguido, tinha superado a mim pr&#243;pria, contra as expectativas de grande parte das pessoas que me rodeiam.</p><p>Em 2024, quase n&#227;o corri e pouco tenho corrido at&#233; ent&#227;o. A sensa&#231;&#227;o que tinha era de que nunca mais ia voltar a sentir aquela adrenalina e emo&#231;&#227;o, porque j&#225; tinha feito uma corrida de 10 km, ou seja, j&#225; tinha superado a mim pr&#243;pria. Mesmo quando pensei em tentar fazer uma meia-maratona&#8230; n&#227;o tive &#226;nimo nem entusiasmo para treinar e acabei por desistir.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/corrida-e-empreendedorismo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/corrida-e-empreendedorismo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Decidi voltar a correr, porque preciso de esvaziar a cabe&#231;a, de curar alguns &#8220;lutos&#8221; emocionais (n&#227;o f&#237;sicos) e de purgar emo&#231;&#245;es. Mas a corrida tem uma particularidade&#8230; podes ser uma grande corredora, mas se paras semanas de correr&#8230; parece que voltas &#224; estaca zero, e correr 3 ou 4 km parece uma meia-maratona.</p><p>Isto fez-me refletir de que empreender ou criar alguma coisa nossa &#233; semelhante. Basta parar um tempo que custa a retomar, a dar continuidade ao trabalho j&#225; feito, a manter o foco e a motiva&#231;&#227;o. V&#234;m aquelas vozes novamente a dizer que &#233; demais para ti, que n&#227;o precisas de fazer isto, que nunca vai dar certo!</p><p>Por isso, acho interessante esta nova tend&#234;ncia de workshops quase todos gratuitos, que aparecem nas redes sociais, que dizem coisas do g&#233;nero: <em>&#8220;4 passos para ativar o teu prop&#243;sito&#8221;, &#8220;5 passos para criar a vida que desejas&#8221;, &#8220;do sonho &#224; realidade&#8221;</em>&#8230; N&#227;o funciona assim. Mais uma vez, fa&#231;o a analogia com a corrida: posso ter todo o equipamento, mas se a minha cabe&#231;a n&#227;o estiver focada diariamente na corrida&#8230; num instante paro uma semana, e volto &#224; estaca zero.</p><p>A minha reflex&#227;o &#233; que n&#227;o h&#225; passos ou f&#243;rmulas m&#225;gicas para nada, porque &#233; como se nos estivessem a dar s&#243; a roupa de treino. Mas, infelizmente, &#233; o que procuramos hoje: algo r&#225;pido, que mude a nossa vida sem exigir muito tempo ou esfor&#231;o, encaixado no nosso dia a dia.</p><p>Correr &#233; mais mental do que f&#237;sico. &#201; controlar os nossos pensamentos, rotinas, h&#225;bitos, e isso n&#227;o se faz em 4 passos, muito menos em workshops gratuitos. Quem j&#225; fez terapia sabe que levamos o mesmo assunto v&#225;rias vezes, &#224;s vezes at&#233; j&#225; nos cansa, ou sentimos vergonha de falar sempre da mesma coisa. &#201; um trabalho cont&#237;nuo.</p><p>Esta semana, corri 5 km, uma dist&#226;ncia que n&#227;o fazia h&#225; mais de um ano. E n&#227;o me interessa a dist&#226;ncia, o ritmo, o tempo, o corpo que tenho (que &#233; tudo menos de quem corre), mas voltei a emocionar-me durante a corrida, a fechar os olhos e a sentir o vento, a cantar e a chorar.</p><p>N&#227;o &#233; s&#243; sobre correr, empreender ou criar; &#233; sobre superar.</p><p>Tenham uma boa semana!</p><p>(E este ano volto a participar na s&#227;o silvestre)</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O poder da vulnerabilidade]]></title><description><![CDATA[Mais do que processos, s&#227;o as hist&#243;rias que nos transformam]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 02 Nov 2025 08:15:46 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/5990648d-f50c-4244-adbb-617c05802f27_353x523.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Raramente, a nossa certeza absoluta &#233; realmente correta. Na maior parte das vezes, &#233; algo que sentimos no momento. &#201; importante investigar e questionar de onde estas certezas v&#234;m, especialmente quando nos provocam emo&#231;&#245;es negativas.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Tenho quase 22 anos de experi&#234;ncia a trabalhar em consultoria, a apoiar empresas e organiza&#231;&#245;es de diferentes setores e tamanhos. Ao longo deste percurso, apercebi-me de que carregava uma bagagem cheia de certezas absolutas &#8212; o que me deixou frustrada com o meu trabalho e com a forma como, na minha expectativa, ao tentar introduzir temas relevantes, como a gest&#227;o da parentalidade nas empresas, era muitas vezes &#8220;ignorada&#8221;.</p><p>Recuando na minha pr&#243;pria hist&#243;ria, e tentando perceber esta sensa&#231;&#227;o menos boa, talvez alguma &#8220;raiva&#8221;, que sinto da forma de pensar e agir das empresas&#8230; cheguei a um ponto comum. Eu gosto de ouvir as pessoas e as hist&#243;rias das pessoas, coisa que as empresas raramente fazem ou est&#225; nas suas pol&#237;ticas.</p><p>Quando visito uma organiza&#231;&#227;o, o meu maior interesse &#233; perceber a sua hist&#243;ria: como come&#231;ou, quem trabalha l&#225;, qual &#233; o ambiente, as hist&#243;rias pessoais dos seus colaboradores&#8230;</p><p>Tenho in&#250;meras recorda&#231;&#245;es de hist&#243;rias que ouvi ao longo dos anos, como a de um marceneiro que trabalhou na montagem da Disneyland Paris, outro que cortou os dedos para receber o seguro e pagar a hipoteca, hist&#243;rias de amor que come&#231;aram no ambiente de trabalho e duram anos, processos produtivos que evolu&#237;ram e deixaram marcas, m&#225;quinas ou moldes que ficaram na mem&#243;ria da organiza&#231;&#227;o.</p><p>Uma hist&#243;ria que me marcou profundamente foi num lar de idosos na cidade onde cresci, durante uma avalia&#231;&#227;o de satisfa&#231;&#227;o dos utentes, alguns idosos perguntavam-me &#8220;mas &#233; de quem?&#8221;. Quando eu respondia, muitos choraram ao recordar o meu av&#244; e a forma como ele os tinha ajudado.</p><p>Depois de ter-me tornado m&#227;e, a minha vontade de compreender mais a vida das pessoas aumentou: os seus filhos, as experi&#234;ncias de parto &#8212; conversas profundas que muitas vezes aconteciam com algumas mulheres.</p><p>Eu conecto-me com as hist&#243;rias.</p><p>Emociono-me facilmente, dou abra&#231;os, rio, partilho emo&#231;&#245;es. Contudo, no mundo corporativo, isso n&#227;o faz parte do c&#243;digo de conduta, pois muitas vezes dizem que os colaboradores &#8220;abusam&#8221; da nossa vulnerabilidade.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Por outro lado, tamb&#233;m compreendo o lado das empresas e de quem lidera. Muitas vezes falta-lhes literacia emocional, e acreditam que comunicar limites e estabelecer fronteiras s&#243; pode ocorrer de forma austera e autorit&#225;ria. Assim como na parentalidade &#8212; tema que abordarei numa pr&#243;xima newsletter.</p><p>Com esta an&#225;lise interna que fiz (resumi s&#243; a conclus&#227;o), n&#227;o pretendo deixar de ser quem sou. N&#227;o quero esfor&#231;os desnecess&#225;rios nem perder a minha ess&#234;ncia. O meu prop&#243;sito &#233; mostrar &#224;s organiza&#231;&#245;es que as pessoas e as suas hist&#243;rias s&#227;o importantes &#8212; pois impactam na produtividade, no compromisso e no crescimento.</p><p>Estou a regressar, devagar, a estruturar as ideias.<br>Para vos captar a aten&#231;&#227;o, poderia dizer que muitas novidades est&#227;o a vir&#8230; mas, por agora, o que tenho para oferecer sou eu, a minha experi&#234;ncia, o meu conhecimento e as minhas hist&#243;rias.</p><p>A minha comunica&#231;&#227;o passar&#225; mais por aqui e pelo LinkedIn (https://www.linkedin.com/in/eug&#233;nia-mateus/), e espero que me continuem a acompanhar.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-vulnerabilidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Reprogramar para não desistir]]></title><description><![CDATA[(n&#227;o &#233; uma nova era, um novo ciclo, um novo projeto... aqui n&#227;o se encaixam palavras bonitas)]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/reprogramar-para-nao-desistir</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/reprogramar-para-nao-desistir</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Mon, 29 Sep 2025 20:00:51 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/5ac9bed5-2935-41cd-a645-88bfa81793cb_3684x5526.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong>2 anos e 6 meses depois</strong></p><p>H&#225; cerca de dois anos e meio decidi dar voz e vida a este &#8220;projeto&#8221; (que realmente n&#227;o passou de um &#8220;projeto&#8221;).<br>A ideia era simples e ambiciosa: mostrar que a maternidade n&#227;o &#233; um entrave e que, pelo contr&#225;rio, nos traz compet&#234;ncias, autoconhecimento e habilidades t&#227;o ou mais valiosas do que qualquer MBA.</p><p>Queria tamb&#233;m refor&#231;ar que implementar medidas de gest&#227;o da parentalidade nas empresas e organiza&#231;&#245;es n&#227;o &#233; apenas cumprir a lei &#8212; &#233; reconhecer valor e dignidade. Mas a maternidade continua a ser o &#8220;elefante cor-de-rosa&#8221; no meio da sala: todos v&#234;m, poucos falam.</p><p>Infelizmente, este tema desperta pouco interesse: n&#227;o &#8216;vende&#8217;, n&#227;o cresce e raramente motiva mudan&#231;a. N&#227;o podemos mudar o mundo, mas podemos mudar a nossa postura &#8212; inclusive no trabalho &#8212; e n&#227;o nos esconder por medo ou vergonha. O papel das mulheres continua demasiado mal definido na sociedade, no trabalho, na fam&#237;lia e at&#233; nas redes sociais.</p><p><strong>O caminho percorrido</strong></p><p>Nem sempre caminhei sozinha. Tive a ajuda de profissionais a quem muito devo. Ainda assim, muitas vezes resisti a seguir a &#8220;f&#243;rmula m&#225;gica&#8221; que faria o projeto crescer nas redes sociais. N&#227;o quis mascarar a mensagem com dores que n&#227;o eram as minhas, nem com conte&#250;dos superficiais.</p><p>E h&#225; espa&#231;o para tudo, tamb&#233;m eu consumi mentorias, workshops, ebooks e masterclasses que me ajudaram a perceber o que queria &#8212; e o que n&#227;o queria.</p><p><strong>O que mais me entristece</strong></p><p>O que me d&#243;i &#233; n&#227;o ter conseguido chegar a tantas mulheres e m&#227;es como gostaria.<br>A desigualdade de oportunidades no trabalho, a press&#227;o social para sermos perfeitas, a transforma&#231;&#227;o profunda do p&#243;s-parto, a desigualdade salarial&#8230; esta persegui&#231;&#227;o &#224;s mulheres, &#224; maternidade, &#224; amamenta&#231;&#227;o, ao paracetamol na gravidez&#8230; temas que est&#227;o na nossa frente, que muitas de n&#243;s passamos e que eu vejo &#224; mais de 20 anos a acontecer nas empresas e organiza&#231;&#245;es.</p><p>Mas vivemos tempos de exaust&#227;o cr&#243;nica, em que muitas de n&#243;s preferimos solu&#231;&#245;es r&#225;pidas &#8212; para ser mais produtiva, mais bonita, mais &#8220;perfeita&#8221; &#8212; em vez de enfrentar as causas profundas. &#201; como aplicar um penso r&#225;pido numa ferida que continua aberta.</p><p><strong>As tentativas</strong></p><p>Hoje deveria ter acontecido uma conversa sobre &#8220;O valor da maternidade: reconstruir energia e confian&#231;a no trabalho e na vida&#8221;.<br>Um espa&#231;o gratuito, sem r&#243;tulo de workshop ou masterclass, apenas uma reflex&#227;o. Tal como em tantas outras minhas iniciativas &#8212; at&#233; num ebook sobre a culpa materna &#8212; n&#227;o houve interesse das tantas pessoas que foram passando pelas divulga&#231;&#245;es.</p><p>N&#227;o escrevo isto para sentirem pena. Escrevo porque acredito que n&#227;o sou a &#250;nica. E, porque gostaria muito que este tema tivesse a import&#226;ncia que merece para todas as mulheres e m&#227;es.</p><p>N&#227;o quero desistir, acredito que, mais cedo ou mais tarde, algu&#233;m com maior alcance e visibilidade vai dar voz a estas quest&#245;es &#8212; e quando isso acontecer, saberei que tamb&#233;m contribu&#237; para essa mudan&#231;a.</p><p><strong>O que aprendi</strong></p><p>Nestes 2 anos e 6 meses houve muito estudo, pesquisa e conhecimento. A minha experi&#234;ncia como mulher e m&#227;e foi apenas o ponto de partida.<br>N&#227;o quero desistir. Talvez precise de parar, pensar e reestruturar. Mas n&#227;o me posso dar ao luxo de ser s&#243; uma mulher empreendedora dona da minha pr&#243;pria vida e das minhas escolhas profissionais. Tenho responsabilidades financeiras e, como tantas mulheres, n&#227;o posso viver apenas do prop&#243;sito.</p><p><strong>O que vem a seguir</strong></p><p>N&#227;o quero sentir-me revoltada nem cair na compara&#231;&#227;o. Vou p&#244;r m&#227;os ao caminho mais uma vez &#8212; n&#227;o sei ainda como, nem quando.<br>O que sei &#233; que continuo a ser m&#227;e, ativista e defensora da for&#231;a transformadora da maternidade no trabalho. Quero que todas n&#243;s sejamos valorizadas sem ter de trabalhar o triplo para provar o nosso valor e a nossa compet&#234;ncia e deixar de ser alvo de tantos ataques sociais.</p><p>Ontem fiz 45 anos. Inevitavelmente, penso no tempo que passa. Mas lembro-me de uma frase do filme Robot Selvagem:</p><blockquote><p>&#8220;&#192;s vezes, para sobreviver, temos de nos tornar mais do que fomos programadas para ser.&#8221;</p></blockquote><p>E &#233; isso que vou fazer: reprogramar-me e continuar.</p><div><hr></div><p>Com leveza, ou pelo menos a tentar&#8230;</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A maratona da maternidade]]></title><description><![CDATA[Reconhecimento ou desvantagem?]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 21 Sep 2025 07:15:36 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/22b3414a-f41f-429e-8381-2f5e4320b11f_720x1174.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Vamos a mais uma hist&#243;ria!</p><p>Uma empresa tinha um grupo de running. Os colaboradores juntavam-se para correr antes ou depois do trabalho. Essa empresa, com escrit&#243;rios espalhados pelo mundo, tinha tr&#234;s desses runners (homens) que decidiram participar numa maratona num dos pa&#237;ses onde a empresa est&#225; presente.</p><p>A ideia foi acolhida com entusiasmo pelos administradores e pela equipa de marketing: uma oportunidade de mostrar que a empresa valoriza n&#227;o s&#243; o trabalho, mas tamb&#233;m a vida pessoal e os objetivos de cada um.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Para apoiar estes &#8220;her&#243;is&#8221;, a empresa disponibilizou um fisioterapeuta &#8212; j&#225; conhecido pela gin&#225;stica laboral na empresa &#8212; e, com o apoio de um parceiro, elaborou um plano de treinos, tendo em conta as diferen&#231;as do clima e das condi&#231;&#245;es do pa&#237;s de destino.</p><p>Afinal, s&#227;o 42 km e, ainda por cima, num pa&#237;s quente, h&#250;mido, com condi&#231;&#245;es bastante diferentes do que eles treinavam aqui, o que faz toda a diferen&#231;a.</p><p>No &#250;ltimo m&#234;s de treino, tiveram alguma flexibilidade de hor&#225;rio e viajaram sete dias antes da prova para esse pa&#237;s, para treinar l&#225;. Como modo de incentivo e reconhecimento, a empresa suportou todos os custos das viagens, da prova e dos equipamentos, incluindo publicidade. E nem o administrador deixou de ir ver a corrida.</p><p>Foi um grande sucesso. Cumpriram o objetivo e tiveram mais sete dias ap&#243;s a prova para recuperar. Exceto para um dos corredores, que fez uma les&#227;o no joelho. Quando chegou a Portugal, precisou de cirurgia e ficou dois meses de baixa.</p><p>Quando regressou ao trabalho, organizaram uma rece&#231;&#227;o para comemorar essa prova de supera&#231;&#227;o, esse momento de adrenalina. Ainda fizeram entrevistas para as redes sociais, refor&#231;ando a import&#226;ncia da sa&#250;de f&#237;sica, mental e da felicidade nas organiza&#231;&#245;es.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Hist&#243;ria interessante, n&#227;o &#233;?</p><p>E se, em vez de uma maratona, fosse uma mulher a comunicar a gravidez?</p><p>Uma prova de supera&#231;&#227;o e esfor&#231;o, como h&#225; poucas &#8212; talvez nenhuma (sou suspeita).</p><p>Ser&#225; que a empresa proporcionava apoio extra para a prepara&#231;&#227;o do parto e do p&#243;s parto? Flexibilidade de hor&#225;rios para essa grande prova? Quando ela regressasse, seria recebida com uma rece&#231;&#227;o calorosa, mostrando o quanto ela &#233; importante na organiza&#231;&#227;o, ou era surpreendida com o seu posto de trabalho j&#225; ocupado por um homem ou algu&#233;m sem filhos? Que tipo de &#8220;merchandising&#8221; a empresa ofereceu a essa colaboradora?</p><p>O que podemos aprender com estas hist&#243;rias?<br>Onde fica a import&#226;ncia de promover o bem-estar f&#237;sico, mental e a felicidade nas organiza&#231;&#245;es, quando se trata da maternidade?</p><p>Quando &#233; que vamos realmente olhar para isto? Ir al&#233;m da legisla&#231;&#227;o e sermos mais humanos nesta quest&#227;o.</p><p>A maternidade &#233; uma experi&#234;ncia de vida, o maior desafio pessoal que algu&#233;m pode enfrentar, um crescimento enorme. Tal como correr uma maratona, pode ser uma estrat&#233;gia de marketing para as empresas e um enorme ganho para m&#227;es e pais.</p><p>Este &#233; o meu trabalho! &#201; o que me move! Foi por sentir isto pessoalmente e por assistir em tantos anos de trabalho com empresas e organiza&#231;&#245;es, 99% das mulheres m&#227;es a serem tratadas de forma diferente, ver o seu crescimento profissional a ser travado, a serem substitu&#237;das como se n&#227;o tivessem valor.</p><p>&#201; abrir espa&#231;o para que as mulheres e m&#227;es percebam o quanto a maternidade nos transforma e n&#227;o ter vergonha disso, n&#227;o viver em esfor&#231;o para continuarmos a ser o que &#233;ramos para continuarmos a ser aceites socialmente. A livr&#225;mo-nos desta culpa que nos incutem e esta perfei&#231;&#227;o que nos exigem.</p><p><strong>Se tens curiosidade em saber mais, dia 29/09 &#224;s 21h junta-te a mim para esta conversa e para saberes mais sobre o que podes fazer pessoalmente e no teu local de trabalho ou no teu trabalho.</strong></p><p>&#201; gratuita, &#233; online. Tr&#225;z um copo de vinho, um ch&#225;&#8230; mas n&#227;o deixes de vir.</p><p><a href="https://sites.google.com/sideeffects.pt/eugeniamateus/p%C3%A1gina-inicial">sabe mais aqui</a></p><div><hr></div><p>Com leveza</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/a-maratona-da-maternidade?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Expectativas altas, entregas baixas]]></title><description><![CDATA[Sobre a frustra&#231;&#227;o dos planos falhados e a coragem de tentar de novo]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 14 Sep 2025 07:15:13 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/d1ce37df-db7b-49a4-927d-9e3f2ef193df_450x555.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><code>&#8220;Aprendi h&#225; muitos anos que o melhor &#233; p&#244;r as expectativas muito baixas, porque assim, o que vier &#233; &#8216;lucro&#8217;.&#8221;</code></p><p>Esta frase foi-me dita na sexta-feira e deixou-me a pensar&#8230; ser&#225; mesmo assim? Ser&#225; que p&#244;r as expectativas baixas n&#227;o &#233; sinal de que, &#224; partida, j&#225; n&#227;o acreditamos?</p><p>Por outro lado, ter expectativas altas faz com que a queda, muitas vezes, seja maior.</p><p>O ideal seria talvez n&#227;o ter expectativas &#8212; viver o momento, aceitar os resultados, aceitar a vida&#8230;</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Eu tinha grandes expectativas para o m&#234;s de setembro: planeamentos, alguns objetivos de rotina, trabalhos e projetos que queria come&#231;ar a desenvolver e divulgar. Hoje &#233; dia 14 e&#8230; cumpri muito pouco daquilo a que me propus.</p><p>Porqu&#234;? Talvez seja a pergunta mais adequada. Por nada em espec&#237;fico e por tudo, no geral &#8212; resposta &#224; pol&#237;tico.</p><p>&#192;s vezes, queremos muito uma coisa, mas n&#227;o estamos preparadas para a abra&#231;ar. &#192;s vezes, basta um pequeno percal&#231;o, um ligeiro desvio de rota no primeiro ou segundo dia, para que tudo descambe &#8212; o dia seguinte, a semana seguinte&#8230;</p><p>Procrastina&#231;&#227;o, d&#250;vidas, compara&#231;&#245;es, medo, falta de sono&#8230; E, no meu caso, trabalhar sozinha, sem uma equipa, muitas vezes &#233; extremamente desafiante e pouco produtivo.</p><p>Ou ent&#227;o, talvez as expectativas que colocamos sobre a nossa produtividade sejam demasiado altas.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Talvez amanh&#227; recomece. Talvez amanh&#227; consiga voltar a planear e a reagendar coisas novas.</p><p>Sei que &#233; um clich&#234; muito grande, mas, no fundo, talvez n&#227;o seja sobre ter expectativas altas ou baixas, mas sim sobre cultivar uma rela&#231;&#227;o mais gentil com o que conseguimos fazer &#8212; e com o que n&#227;o conseguimos tamb&#233;m.</p><p>A vida raramente segue o plano que tra&#231;amos, e isso n&#227;o &#233; necessariamente um fracasso. &#201; s&#243; vida a acontecer.</p><p>Recome&#231;ar amanh&#227; n&#227;o anula o que n&#227;o foi feito hoje &#8212; &#233; apenas mais uma oportunidade. E talvez seja isso que importa: n&#227;o desistir de n&#243;s, mesmo quando os dias puxam-nos para longe do que idealiz&#225;mos.</p><p><strong>Dia 29 de setembro &#224;s 21h, vou falar sobre isto tamb&#233;m</strong>. Numa conversa gratuita sobre o valor da maternidade e como reconstruir energia e confian&#231;a no trabalho e na vida<br>Reflex&#245;es sobre como a experi&#234;ncia maternal enriquece habilidades profissionais e impulsiona o crescimento pessoal</p><p>Porque nem sempre &#233; f&#225;cil ter consist&#234;ncia, nem ser &#233; f&#225;cil aguentar todos os pratos, porque o equil&#237;brio &#233; uma miragem, e nesta conversa tamb&#233;m vou-vou dizer porqu&#234;.</p><p>N&#227;o percas as novidades em breve.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/expectativas-altas-entregas-baixas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O poder da análise das causas]]></title><description><![CDATA[E avan&#231;ar na nossa maternidade]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-analise-das-causas</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-analise-das-causas</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Wed, 10 Sep 2025 19:15:24 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/43546af6-26a1-47a0-b89b-67fcb953b0d8_524x350.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de mais de duas d&#233;cadas dedicadas &#224; implementa&#231;&#227;o de normas de sistemas de gest&#227;o, identifiquei dois conceitos que se tornaram essenciais na minha vida: a melhoria cont&#237;nua, como seria de esperar, e a an&#225;lise das causas. Na minha experi&#234;ncia, em auditoria, uma das n&#227;o conformidades mais recorrentes era a dificuldade em determinar as causas das quest&#245;es identificadas </p><p><em>&#8220;ao determinar as ac&#231;&#245;es corretivas decorrentes da n&#227;o conformidade X, a organiza&#231;&#227;o n&#227;o evidenciou ter determinado as causas das n&#227;o conformidade&#8221;</em> </p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Havia uma tend&#234;ncia a ficar na superf&#237;cie, sem aprofundar realmente para perceber a raiz do problema.</p><p>Com frequ&#234;ncia, a causa apontada era o erro ou distra&#231;&#227;o do colaborador, como se esses fossem os fatores principais. No entanto, erros acontecem, distra&#231;&#245;es tamb&#233;m, mas, na minha perce&#231;&#227;o &#8212; sem estudos concretos, apenas com base na minha experi&#234;ncia &#8212; <strong>cerca de 90% das vezes esses fatores s&#227;o consequ&#234;ncia, e n&#227;o a causa principal.</strong> S&#227;o sinais de que algo mais profundo precisa de ser investigado.</p><p>Depois de muitos anos de trabalho junto das empresas, percebo que um tema muitas vezes negligenciado &#233; a valoriza&#231;&#227;o da parentalidade e o seu impacto no desempenho dos colaboradores e na sa&#250;de organizacional.</p><p>As principais barreiras que encontro ap&#243;s apresentar este ponto de vista &#224;s empresas s&#227;o:</p><ul><li><p><strong>J&#225; cumprimos a legisla&#231;&#227;o</strong>: muitas a&#231;&#245;es limitam-se a cumprir as regulamenta&#231;&#245;es e benef&#237;cios previstos por lei, o que &#233; importante, mas insuficiente.</p></li><li><p><strong>Medo de abusos</strong>: h&#225; uma preocupa&#231;&#227;o de oferecer mais regalias, como hor&#225;rios flex&#237;veis ou licen&#231;as prolongadas, com receios de abusos.</p></li><li><p><strong>Restri&#231;&#245;es or&#231;amentais</strong>: muitas empresas justificam a falta de investimento com a justifica&#231;&#227;o de que &#8220;n&#227;o h&#225; dinheiro&#8221;, especialmente em momentos em que h&#225; projetos como eventos de team building que consomem muitos recursos.</p></li><li><p><strong>Falta de an&#225;lise das causas</strong>: na maior parte das organiza&#231;&#245;es, o cumprimento da legisla&#231;&#227;o prevalece, sem uma investiga&#231;&#227;o verdadeira sobre as quest&#245;es relacionadas com a parentalidade e a concilia&#231;&#227;o entre trabalho e vida familiar.</p></li></ul><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-analise-das-causas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/o-poder-da-analise-das-causas?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Na pr&#225;tica, isso faz com que muitas a&#231;&#245;es que poderiam promover um ambiente mais inclusivo e solid&#225;rio permane&#231;am invis&#237;veis.</p><p><code>S&#227;o exemplos de abusos referidos pelas empresas e organiza&#231;&#245;es:</code></p><p><code> - Uso indevido nas baixas por gravidez de risco;</code></p><p><code> - Horas de amamenta&#231;&#227;o aproveitadas de forma incorreta;</code></p><p><code> - F&#233;rias estrat&#233;gicas ap&#243;s o termo das licen&#231;as parentais;</code></p><p><code> - Baixas psiqui&#225;tricas ap&#243;s a maternidade;</code></p><p><code> - Faltas frequentes por motivos diversos.</code></p><p>Infelizmente, uma forte associa&#231;&#227;o ainda recai sobre as mulheres nestas situa&#231;&#245;es, evidenciando uma falta de an&#225;lise mais aprofundada por parte das lideran&#231;as, recursos humanos e colegas de trabalho. Quase sempre, julgam sem procurar entender as causas reais destas quest&#245;es.</p><p>Tenho verificado que muitas destas dificuldades resultam da press&#227;o emocional e mental sofrida por mulheres gr&#225;vidas, que muitas vezes enfrentam preconceitos, falta de apoio e exclus&#227;o nos seus ambientes laborais &#8212; muitas vezes, mais do que os riscos f&#237;sicos associados &#224; gesta&#231;&#227;o.</p><p>Para n&#243;s m&#227;es, que muitas vezes nos sentimos sozinhas na caminhada, temos de nos lembrar de que reconhecer as causas profundas dos nossos desafios &#233; o primeiro passo para mudan&#231;as verdadeiras. N&#243;s somos a for&#231;a que impulsiona transforma&#231;&#245;es n&#227;o s&#243; nas vossas vidas, mas tamb&#233;m na sociedade &#224; nossa volta. Continuem a acreditar no poder de ir al&#233;m da superf&#237;cie, pois ouvir, compreender e agir com o cora&#231;&#227;o &#233; o caminho para construir um futuro mais justo, acolhedor e repleto de esperan&#231;a. Temos uma for&#231;a &#250;nica dentro de n&#243;s &#8212; vamos utiliz&#225;-la para inspirar, transformar e fazer a diferen&#231;a.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Este Substack &#233; suportado pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O "movimento setembro"]]></title><description><![CDATA[&#201; s&#243; um texto de reflex&#227;o, n&#227;o &#233; motivacional]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/o-movimento-setembro</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/o-movimento-setembro</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 31 Aug 2025 07:15:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/cb63c93c-98a7-47a3-91c5-04d0d3e6c610_1080x1350.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Hoje &#233; o meu virar de ano.</p><p>&#201; aquele dia &#8212; para muitos, 31 de dezembro &#8212; em que fico mais pensativa, melanc&#243;lica, mas tamb&#233;m com muita vontade de que amanh&#227; chegue. Uma sensa&#231;&#227;o algo rid&#237;cula, porque todos os dias s&#227;o dias de recome&#231;o; s&#243; o facto de acordarmos j&#225; &#233; motivo para celebrar e voltar a come&#231;ar.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Para mim, n&#227;o se trata apenas de cumprir resolu&#231;&#245;es, como voltar a fazer exerc&#237;cio, ler mais, ter uma alimenta&#231;&#227;o mais saud&#225;vel&#8230; Enfim, coisas que todos conhecemos. Para mim, &#233; mesmo o regresso &#224; rotina ap&#243;s um per&#237;odo de quase stand-by: f&#233;rias das crian&#231;as, f&#233;rias em fam&#237;lia, f&#233;rias das empresas e de outras pessoas.</p><p>&#201; muito comum, a partir de meados de junho, ouvir-se: &#8220;Depois em setembro voltamos a falar&#8221;. &#201; o in&#237;cio da mudan&#231;a de esta&#231;&#227;o, do ano letivo, do retomar das rotinas e do meu anivers&#225;rio.</p><p>Este ano sinto-o mais especial, porque foram oito meses conturbados, cheios de mudan&#231;as.</p><p>E a mudan&#231;a traz coisas boas, novas oportunidades, mas tamb&#233;m traz luto. Para podermos colher essas novas oportunidades, &#233; preciso acolher esses lutos.</p><p>Eu dei-me este prazo: acolher o luto at&#233; 31 de agosto. Depois, seguir em frente, com as lentes da vis&#227;o supra-s&#243;nica, para ver as novas possibilidades &#8212; numa nova casa, numa nova cidade, criar novas rotinas e h&#225;bitos.</p><p>E &#233; curioso que muitas vezes digo que o meu in&#237;cio de ano &#233; em setembro, que j&#225; se espalhou c&#225; por casa e amigos, que chamaram o &#8220;movimento setembro&#8221;.</p><p>Que seja mais uma casa partida para reflex&#227;o:</p><p>Que vers&#227;o da vida me iluminaria de dentro para fora?</p><p>O que &#233; que me faz sentir livre?</p><p>O que &#233; suficiente para eu viver?</p><p>Feliz ano novo!</p><p>Setembro espero por ti e que me tragas leveza.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-movimento-setembro?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-movimento-setembro?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/o-movimento-setembro?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><div><hr></div><p>Eug&#233;nia Mateus</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que este espaço significa para mim]]></title><description><![CDATA[Pausa em agosto]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/o-que-este-espaco-significa-para</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/o-que-este-espaco-significa-para</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 27 Jul 2025 07:27:56 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/0d312eb4-64b5-4663-bfac-af6656360b80_445x264.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>43&#186; newsletter.</p><p>Quando comecei as newsletters, nem era nesta plataforma. Na altura, recebi conselhos sobre o que fazer, e, no in&#237;cio, at&#233; os implementei:</p><div class="pullquote"><p>As newsletters devem ter cerca de meia d&#250;zia de linhas: &#8220;Se for um texto grande, ningu&#233;m l&#234;; as pessoas perdem o foco.&#8221;</p></div><p>Apesar de ser triste de se dizer, isso pode fazer de n&#243;s seres humanos superficiais, com pouco foco e concentra&#231;&#227;o. Na verdade, quem l&#234; s&#227;o as pessoas que se identificam com o conte&#250;do. As newsletters que sigo religiosamente (e at&#233; pago) s&#227;o textos longos, mas que t&#234;m muito valor para mim.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><div class="pullquote"><p>&#201; fundamental ir ao encontro da &#8220;dor&#8221; da pessoa, abordar exatamente o que ela quer ouvir</p></div><p>Eu pr&#243;pria tenho dificuldades em perceber a &#8220;dor&#8221; das pessoas, cada vez menos, pois percebo que tudo est&#225; demasiado superficial neste limbo das redes sociais e das partilhas globais na internet. O que as pessoas querem e o que realmente vende &#233; alguma solu&#231;&#227;o que resolva de imediato o seu problema.</p><p>Guias com passos estruturados que, em dois ou tr&#234;s meses, fa&#231;am esquecer o que era antes. Ainda n&#227;o consegui criar nada assim.</p><p>E aten&#231;&#227;o, eu pr&#243;pria j&#225; comprei cursos, e-books e outros materiais que prometiam &#8220;curar a minha dor&#8221; ou o meu ponto fraco, mas talvez s&#243; comigo, &#233; que n&#227;o funciona.</p><p>Para mim, este espa&#231;o serve, sobretudo, para partilhar as minhas dores, ang&#250;stias, dificuldades, alegrias e conquistas. Este &#233; um espa&#231;o de intimidade, entre o email ou o dispositivo de quem me l&#234;, que permita que desse lado se identifiquem com o que escrevo e se sintam compreendidos, e pensem: &#8220;n&#227;o estou sozinho.&#8221;</p><div class="pullquote"><p>No fim de cada newsletter tens que ter um CTA (call to action), vender alguma coisa, ou promover alguma coisa tua</p></div><p>Poucas vezes o fiz, porque n&#227;o acho que seja o s&#237;tio.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-que-este-espaco-significa-para?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/o-que-este-espaco-significa-para?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Conclus&#227;o, eu decidi ter este espa&#231;o, porque eu sou do tempo em que havia blogs&#8230; cheguei a ter um, n&#227;o com muito sucesso, mas que servia para eu escrever e desabafar com o mundo, e eu era seguidora fiel de v&#225;rios blogs, como hoje sou de algumas newsletters.</p><p>E &#233; assim que vai continuar.</p><p>N&#227;o vou abri inqu&#233;ritos para saber que temas querem que eu escreva, (at&#233; porque n&#227;o vou ter respostas). Este espa&#231;o serve, sobretudo, para eu escrever, quase sempre de &#250;ltima hora, algo que me inquieta.</p><p>Nos &#250;ltimos meses, criei uma op&#231;&#227;o para quem desejar apoiar o meu trabalho e as minhas partilhas com um valor simb&#243;lico, porque este esfor&#231;o &#233; feito com base em muita leitura, experi&#234;ncias e aprendizagens com valor.</p><p>Em agosto n&#227;o vai haver newsletter, &#233; um m&#234;s de repouso e de alinhar estrat&#233;gias, pois o meu ano como sabem (quem me segue e l&#234;-me aqui) come&#231;a em setembro, mas deixo-vos as newsletter mais lidas por voc&#234;s ou mais importantes para mim, para poderem ler aos domingos no m&#234;s de agosto.</p><p>Descansem, pois, precisamos de descansar para sermos melhores connosco e com os outros.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/o-que-este-espaco-significa-para?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Sou daquelas que sente aquela ansiedade de pensar: &#171;Deveria estar a fazer algo divertido&#187;, como passar um m&#234;s em Bali, ir a parques aqu&#225;ticos, museus, fazer piqueniques no jardim, experimentar bungy jumping&#8230; Mas porqu&#234;? Quem nos imp&#245;e essa press&#227;o de proporcionar aos nossos filhos as maiores experi&#234;ncias de sempre, os melhores campos de f&#233;rias com atividades variadas, ir para a praia com o infant&#225;rio ou ATL&#8230;?</p><p>Pergunto-me: isso serve mais para eles ou para n&#243;s?</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/trabalho-rotinas-ferias-escolares?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/trabalho-rotinas-ferias-escolares?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Observo o meu filho exausto desde in&#237;cio de junho. Sei que a mudan&#231;a de casa n&#227;o ajudou &#224; festa, mas corta-me o cora&#231;&#227;o ter que o acordar todos os dias mais cedo para ir para o ATL, fazer a mesma rotina de sempre, ano ap&#243;s ano, e manter este ciclo por mais um m&#234;s e meio com as mesmas pessoas e amigos.</p><p>Ser&#225; que lhe dei op&#231;&#227;o?</p><p>Este &#233; um dilema que surge de um privil&#233;gio grande, porque, como referi, consigo ajustar hor&#225;rios. Mas a nossa sociedade e mentalidade perpetuam e dificultam isso: temos de trabalhar 8 horas por dia, muitas vezes a sair sempre pelo menos 30 minutos depois do hor&#225;rio oficial (parece mal sair mesmo &#224; hora); temos uma ou duas semanas de f&#233;rias em agosto (quando os pre&#231;os disparam); as praias e outros locais de lazer est&#227;o cheios de gente, com filas at&#233; para ir &#224; casa de banho, e sabemos bem que crian&#231;as e confus&#227;o s&#227;o ant&#237;dotos.</p><p>A falta de rotina que a Ana mencionou &#233;, na verdade, algo que lhes d&#225; prazer a eles &#8212; e, se pensarmos bem, tamb&#233;m a n&#243;s.</p><p>&#192;s vezes, se consegu&#237;ssemos trabalhar 3 ou 4 horas seguidas, sem distra&#231;&#245;es, sem pausas para caf&#233;, sem &#8220;botar&#8221; o olho nas redes sociais, sem reuni&#245;es ou emails desnecess&#225;rios, com alguma flexibilidade ou redu&#231;&#227;o de hor&#225;rio, este per&#237;odo de f&#233;rias, t&#227;o falado, talvez n&#227;o nos causasse tanta preocupa&#231;&#227;o, carga mental ou exaust&#227;o.</p><p>Lembrei-me de uma frase do Piangers, que dizia que, se tudo corresse bem, ele teria 18 ver&#245;es com as suas filhas. Para mim, este j&#225; &#233; o d&#233;cimo. Tenho menos do que j&#225; gastei, e para a maioria de n&#243;s, estes 18 ver&#245;es n&#227;o passam de duas semanas no m&#225;ximo.</p><p>Posso estar a ser id&#237;lica, a desejar um mundo de conto de fadas, mas, enquanto posso, quero fazer a minha parte.</p><p>Neste ver&#227;o, quero aproveitar ao m&#225;ximo as f&#233;rias quando estivermos juntos, sem querer alcan&#231;ar expectativas m&#225;ximas da divers&#227;o. E aten&#231;&#227;o, que estes meses eu tenho muito trabalho de prepara&#231;&#227;o para o arranque de um novo ano - setembro - e o pai nem se fala&#8230;</p><p><strong>Ser&#225; assim t&#227;o imposs&#237;vel reorganizar os nossos trabalhos e hor&#225;rios?</strong></p><p><strong>Ser&#225; que os nossos locais de trabalho poderiam ser parte ativa nisto?</strong></p><p><strong>Ser&#225; que n&#227;o podemos tentar?</strong></p><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Da experiência passada ao objetivo presente]]></title><description><![CDATA[O que desencadeou a minha viagem!]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 13 Jul 2025 07:15:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c97b2c70-6af9-4522-a1f1-36059411b118_2022x3024.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A verdade &#233; que eu n&#227;o sabia se queria ser m&#227;e.</p><p>Diziam-me que seria muito dif&#237;cil: porque vivia longe da minha fam&#237;lia, porque o meu marido estava muitas vezes fora, porque eu viajava bastante em trabalho, porque viv&#237;amos numa casa arrendada, porque era preciso estabilidade financeira... Enfim, a &#250;nica &#8220;condi&#231;&#227;o social&#8221; que eu aparentemente cumpria para ser m&#227;e era ser casada.</p><p>Hoje, com alguma dist&#226;ncia, percebo que, inconscientemente, sentia que n&#227;o havia espa&#231;o para eu ser m&#227;e. Ser m&#227;e implicava, de certa forma, perder o lugar de filha &#8212; esse lugar t&#227;o familiar e conhecido.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>Engravidei. N&#227;o porque estivesse a tentar, mas tamb&#233;m n&#227;o estava a evitar. A gravidez foi um per&#237;odo emocionalmente duro. Sentia que tudo ia mudar. E que eu estava a mudar. E n&#227;o estava a conseguir lidar com isso&#8230; em sil&#234;ncio.</p><p>Agarrei-me &#224;quela barriga, &#224;quela crian&#231;a dentro de mim. Era eu, ele, as d&#250;vidas, a nostalgia, a sensa&#231;&#227;o contradit&#243;ria de que podia dominar o mundo... e tudo isto eu vivia... em sil&#234;ncio.</p><p>O Sebasti&#227;o nasceu. Lembro-me de estar muita gente no quarto no dia do parto. Quando regressei do bloco, s&#243; queria estar sozinha com o meu filho. Mas n&#227;o tive coragem de dizer que n&#227;o queria visitas &#8212; na minha fam&#237;lia era normal, sempre foi assim. E eu sentia que n&#227;o podia ser diferente.</p><p>O regresso a casa n&#227;o foi feito de bal&#245;es nem de festa. Foi um: <code>"E agora?&#8221; Onde deito o beb&#233;? &#201; melhor lev&#225;-lo para o quarto ou ficar na sala? Se for para o ber&#231;o, pode n&#227;o dormir &#224; noite. Mas na sala, no sof&#225;, pode ser perigoso</code>&#8230; Estas perguntas giravam em loop na minha cabe&#231;a, enquanto chorava, ajoelhada no sof&#225;. Ningu&#233;m percebeu que eu estava profundamente infeliz.</p><p>O meu &#250;nico consolo era olhar para aquela criatura. Foram tr&#234;s anos muito dif&#237;ceis... em sil&#234;ncio. Eu pr&#243;pria n&#227;o me conhecia. N&#227;o sabia o que fazer.</p><p>Comecei a convencer-me de que o mais importante era o trabalho. Tinha a minha m&#227;e e a minha rede de apoio para cuidar do meu filho. Mas aquele trabalho j&#225; n&#227;o me iluminava &#8212; mesmo antes de engravidar.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>E ent&#227;o, nada fazia sentido: nem aquele trabalho, nem aquele ambiente, nem a forma como eu era tratada&#8230; nem a forma como, no geral, as mulheres s&#227;o tratadas ap&#243;s serem m&#227;es.</p><p>Comecei a procurar alternativas. Fiz uma certifica&#231;&#227;o em coaching.</p><p>E, com a vontade de fazer diferente na minha maternidade, comecei a estudar Intelig&#234;ncia Emocional, Parentalidade Positiva. O verdadeiro ponto de viragem aconteceu com a certifica&#231;&#227;o em Orienta&#231;&#227;o e Aconselhamento Parental, na Escola da Parentalidade e Educa&#231;&#227;o Positiva &#8212; que me trouxe at&#233; aqui. </p><p><code>(nota: no dia que esta fotografia foi tirada).</code></p><p>Fui falando com pessoas que conheci nestes contextos de forma&#231;&#227;o e percebi: n&#227;o estava sozinha. Havia muitas mulheres a sentirem-se assim. E, como eu, em sil&#234;ncio.</p><p>Ao longo dos anos, vi &#8212; nas centenas de organiza&#231;&#245;es por onde passei &#8212; as dificuldades que muitas mulheres enfrentam para manter o seu posto de trabalho e crescer profissionalmente depois da maternidade. Percebi que a falta de motiva&#231;&#227;o, o afastamento, a dificuldade em conciliar vida pessoal e profissional&#8230; t&#234;m uma raiz comum: uma mentalidade patriarcal ainda muito presente em cargos de gest&#227;o e lideran&#231;a. Uma vis&#227;o que n&#227;o valoriza a maternidade como uma for&#231;a &#8212; pessoal e profissional.</p><p>O meu trabalho de hoje, com m&#227;es e com empresas, nasce de uma convic&#231;&#227;o profunda: a maternidade e a paternidade s&#227;o for&#231;as incr&#237;veis, subaproveitadas no contexto profissional.</p><p>Esta &#233; a minha hist&#243;ria. Foi esta experi&#234;ncia que me trouxe at&#233; aqui. Foi a experi&#234;ncia que me empurrou para a a&#231;&#227;o. Foi o meu catalisador para perceber <em>porqu&#234;</em> isto acontece e <em>o que</em> posso fazer para mudar.</p><p>Com a certifica&#231;&#227;o em Sociologia da Maternidade conclu&#237;da, a minha vis&#227;o est&#225; mais clara do que nunca. O caminho est&#225; a ser (re)constru&#237;do com um prop&#243;sito: ajudar m&#227;es que atravessam dificuldades em conciliar a maternidade com o trabalho; apoiar empresas e organiza&#231;&#245;es que enfrentam desafios reais na gest&#227;o da parentalidade &#8212; desafios que impactam a produtividade, o compromisso e a reten&#231;&#227;o de talento.</p><p>O meu objetivo &#233; simples e profundo: Que as m&#227;es possam redescobrir-se, afirmar-se profissionalmente e conseguir conciliar a maternidade com os seus objetivos. E a maternidade &#233; uma oportunidade para mudar, para fazermos diferente, para fazermos melhor, para sermos melhores.</p><p>Sem culpa. Sem sil&#234;ncios. Com verdade.</p><p>A maternidade n&#227;o me tirou espa&#231;o. Deu-me novo ch&#227;o. E uma nova miss&#227;o.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/da-experiencia-passada-ao-objetivo?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p><div><hr></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Faz o que amas ou... ama o que fazes]]></title><description><![CDATA[A nossa paix&#227;o &#233; a escolha do que opt&#225;mos fazer]]></description><link>https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes</link><guid isPermaLink="false">https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes</guid><dc:creator><![CDATA[Eugénia Mateus]]></dc:creator><pubDate>Sun, 22 Jun 2025 07:38:09 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/471eef99-c18d-4335-95c2-933050b5e25b_736x1308.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Sempre pensei, e tinha essa expectativa, que um dia iria encontrar a minha paix&#227;o a n&#237;vel profissional. Sabem, aquele trabalho que nos realiza a 100%, que nos d&#225; vontade de trabalhar at&#233; aos fins de semana e pela noite dentro, que nos faz ter uma vida financeiramente independente, que nos faz encontrar a pessoa certa no s&#237;tio certo&#8230; certamente j&#225; ouviram hist&#243;rias destas em palestras ou at&#233; nas redes sociais.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscreva agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/subscribe?"><span>Subscreva agora</span></a></p><p>E o outro lado que ningu&#233;m fala? Ou que ningu&#233;m mostra?</p><p>Ou falam, mas depois de j&#225; terem ultrapassado todas as dificuldades.</p><p>De forma muito honesta conto-vos a minha verdade, contra todas as &#8220;regras&#8221; das redes sociais, marketing e publicidade, porque estas ensinam-nos a parecer uma coisa, que na verdade n&#227;o &#233;, a manipular a estrat&#233;gia de forma a parecer que estamos cheios de trabalho e dinheiro.</p><p>S&#227;o 3 anos a comer p&#243;. S&#227;o 3 anos em que ou&#231;o:</p><p><em>&#8220;o tema &#233; muito pertinente e necess&#225;rio, mas&#8230;.&#8221;</em></p><p>E estou cansada deste &#8220;mas&#8221;&#8230;</p><p>Porque este &#8220;mas&#8221; existe at&#233; n&#227;o ser &#8220;moda&#8221;, at&#233; algu&#233;m com visibilidade e considerado importante em qualquer tema, v&#225; pegar nele.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p><p>Ainda estes dias, li um excerto de uma entrevista ao Jos&#233; Diogo Quintela que dizia assim: <em>&#8220;h&#225; empresas que t&#234;m um Chief Happiness Officer, respons&#225;vel pela felicidade. &#201; um organizador de festas, das patuscadas no rooftop&#8221;</em></p><p>Na verdade, aquele &#8220;mas&#8221; que me dizem, ainda n&#227;o &#233; prioridade. Ainda n&#227;o &#233; prioridade ir ao fundo da quest&#227;o, das necessidades efectivas dos colaboradores, das expectativas, nas empresas, de realmente apostar na felicidade das pessoas. Sabem que ap&#243;s cada evento destes, de entretenimento, quando a vida na empresa volta ao normal, h&#225; uma onde de desmotiva&#231;&#227;o muito grande nos colaboradores, porque, em boa verdade, nada muda, e a expectativa &#233; quebrada.</p><p>O que ainda me continua a mover neste projeto, &#233; a paix&#227;o, &#233; a minha experi&#234;ncia pessoal e profissional que me faz ter a certeza que n&#227;o h&#225; &#8220;mas&#8221; nenhum, ou melhor, h&#225;, mas &#233; uma quest&#227;o de cultura, interesse, fachada.</p><p>No livro que estou a ler do Seth Godin, O Processo Criativo, ele aborda o tema da criatividade de uma forma bastante interessante, e vou terminar este desabafo honesto com uma parte do livro dele, que me faz ter a certeza que estou no caminho certo, mesmo que tenha de continuar a comer p&#243;.</p><blockquote><p>&#8220;Vivemos numa sociedade que se foca nos resultados. Um canalizador n&#227;o obt&#233;m cr&#233;dito pelo seu esfor&#231;o; obt&#233;m-no se a torneira parar de pingar. Uma empresa raramente &#233; avaliada pela forma como trata os seus funcion&#225;rios e pelo impacto que isso tem a longo prazo; &#233; avaliada com base nos seus lucros.</p><p>Nesta obsess&#227;o pelos resultados, esquecemo-nos de que estes s&#227;o decorrentes de um processo. Os bons processos, repetidos ao longo do tempo, levam a bons resultados de modo mais frequente do que os processos indiligentes.</p><p>Concentrarmo-nos unicamente nos resultados for&#231;a-nos a fazer escolhas triviais, de curta dura&#231;&#227;o, ou ego&#237;stas. Afasta o nosso foco da caminhada e encorajo-nos a desistir cedo de mais.&#8221;</p></blockquote><p>Seguimos sem desistir, e continuar a argumentar contra este &#8220;mas&#8221;.</p><div class="captioned-button-wrap" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="CaptionedButtonToDOM"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Este post &#233; p&#250;blico, ent&#227;o fique &#224; vontade para compartilh&#225;-lo.</p></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Partilhar&quot;}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://eugeniamateus.substack.com/p/faz-o-que-amas-ou-ama-o-que-fazes?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Partilhar</span></a></p></div><div><hr></div><p>Com leveza,</p><p>Eug&#233;nia Mateus</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>